Atacante Felipe espera ter sequência no Dragão
(Foto: Divulgação / Site Oficial do Atlético-GO)
Após sofrer com inúmeras lesões desde que chegou ao Atlético-GO, o atacante Felipe ainda busca uma sequência de jogos em bom nível no Dragão. No Campeonato Brasileiro do ano passado ele até conseguiu ajudar em algumas partidas das rodadas iniciais, mas logo voltou ao departamento médico. A maioria das lesões foi muscular. Já a última delas, que o afastou de quatro jogos do Brasileirão, foi na panturrilha.
O jogador reconhece que está devendo no Dragão, mas admite que já sofre com os sinais do tempo. Aos 34 anos, ele ainda não conseguiu repetir no Atlético-GO o que fez, por exemplo, no rival Goiás e no Náutico, clubes em que foi goleador. Na semana passada, Felipe foi liberado pelo departamento médico, chegou a se colocar à disposição para o jogo contra o Fluminense, mas preferiu adiar seu retorno. O jogador justifica.
- A idade vai chegando, às vezes temos que fazer isso. Não dá mais para acompanhar os garotos de 20 anos. Temos que saber também o momento de treinar forte ou de reduzir a carga de treinos. Descansar também é importante para a recuperação. Tive que diminuir o ritmo, por isso, pedi para não jogar contra o Fluminense. Sei que estou devendo no Atlético-GO, porém, quero fazer um grande trabalho. Até agora não tive uma sequência de jogos por causa das lesões, mas não adianta voltar sem estar 100%. Só vou ajudar se estiver ‘inteiro’ – afirma Felipe, que já admite fazer um trabalho diferenciado durante os treinos de preparação.
Não dá mais para acompanhar os garotos de 20 anos"
Felipe, atacante do Atlético-GO
Felipe é presença certa contra o Flamengo, no próximo domingo. O atacante só participou das duas primeiras rodadas da Série A, quando entrou no segundo tempo diante de Cruzeiro e Ponte Preta. Pela televisão, o jogador viu o Dragão perder quarto partidas seguidas. Segundo Felipe, a rotina de quem entra e sai do departamento médico é bastante dolorida.
- Tem que ter muita força de vontade quando se machuca. Às vezes a gente fica 10 ou 12 dias no departamento médico, faz trabalho duro, se machuca novamente e tem que recomeçar o processo. Então voltamos a sofrer com as dores musculares. Não é fácil, mas eu quero dar a volta por cima. Ainda não quero abandonar a carreira. Acho que posso jogar mais uns dois anos.
Participar de treinos físicos e de recuperação se tornou frequênte na passagem de Felipe pelo Atlético-GO (Foto: Divulgação/Atletico-GO)
Péssimos números
Em sete rodadas, além de ser o pior time do Campeonato Brasileiro, o Atlético-GO conseguiu ainda ter o pior ataque, com dois gols marcados, e a terceira defesa mais vazada – 11 gols sofridos. Para Felipe, não é hora de culpar um ou outro setor. O defeito principal, segundo o atacante, está no aspecto coletivo.
- Não vou dizer que a bola ‘não está chegando’ e nem mesmo que a culpa de tomar gols é só da defesa. A marcação tem de começar lá na frente. Temos que ajudar o time. Em relação ao ataque, quando fizermos o primeiro gol, tenho certeza que a má fase vai acabar.
O último atacante de ofício do Dragão que balançou as redes foi o próprio Felipe, há exatos dois meses, contra o Crac, na semifinal do Campeonato Goiano. Os responsáveis por acabar com este jejum incômodo serão Wesley e Felipe, que elogia o companheiro.
- O Wesley é um atacante rápido, que sai pelas laterais, prende bem a bola. O ‘professor’ me colocou mais de centroavante, para eu me movimentar também quando tiver a oportunidade. É importante treinar bem para fazer um bom jogo.
O Atlético-GO enfrentará o Flamengo no Engenhão com Márcio; Marcos, Gilson, Gabriel e Eron; Pituca, Joilson, Ernandes e Bida; Wesley e Felipe. O Dragão ainda fará mais dois treinamentos em Goiânia antes de embarcar para o Rio de Janeiro no próximo sábado.
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