A diretoria do Atlético-GO tomou providencias após a derrota para o Flamengo, na sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Quatro jogadores foram dispensados – Elias, Fernando Bob, Paulinho e William – e outros três foram apresentados – Patric, Reniê e Vanderlei, que não atuou contra o Náutico. No entanto, a equipe se mostrou apática novamente, perdeu por 1 a 0 no último sábado, e se afundou ainda mais na lanterna.
Abatido, o diretor de futebol Adson Batista reconhece a fase delicada do Rubro-Negro e ressalta a necessidade de readquirir confiança. Segundo o dirigente, está nítido que o problema do time além de técnico é também psicológico.
Adson Batista, destaca falta de confiança do Dragão (Foto: Divulgação / Atlético-GO)
- Todos nós vimos. Foi um time sem confiança e sem tranquilidade contra o Náutico. Partimos para o desespero e não é assim que se deve jogar. Temos que olhar para o emocional dos jogadores e tentar reverter este quadro. É hora de manter a união. Acredito em uma melhora, não há como piorar – disse Adson à Rádio 730.
O diretor preferiu não comentar muito a situação do técnico Hélio dos Anjos, que só acumulou derrotas nos seis jogos em que dirigiu o Dragão. Após o revés para o Náutico, Hélio afirmou que já tem direcionada uma decisão em relação ao seu futuro. No entanto, o treinador não quis falar desta situação após o jogo. Hélio dos Anjos pode até mesmo entregar o cargo na reapresentação do elenco rubro-negro, que ocorre nesta segunda-feira.
- O Hélio apresenta sempre um trabalho de muita qualidade ao grupo de jogadores. Nossos atletas não estão conseguindo adquirir a confiança necessária. Sabemos que são grandes atletas, pois no ano passado muitos deles se destacaram – disse Adson.
O diretor de futebol do Atlético-GO se mostrou realista em relação à situação econômica do Dragão. O clube não tem condições de fazer grandes contratações se dispensas não foram feitas. O futuro de Elias e William segue indefinido.
- Nós crescemos muito nos últimos anos, mas não crescemos financeiramente. Não é culpa nossa. O futebol brasileiro privilegia poucas equipes. Estamos vendo grandes contratações, como as de Seedorf (Botafogo) e Forlán (Internacional). Para nós contratarmos, outros jogadores têm que sair. Não definimos nada em relação a Elias e William. Queremos fazer tudo da maneira mais correta possível. Isso leva tempo. Mas ficou claro que o problema não era apenas os quatro jogadores dispensados. Todo o time está abaixo da crítica.
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