O diretor de futebol do Atlético-GO, Adson Batista, concedeu entrevista coletiva no fim da tarde desta terça-feira para explicar as dispensas de Elias, Fernando Bob, Paulinho e William, que não fazem mais parte dos planos da equipe para a sequência da temporada. Desde a última derrota para o Flamengo, Adson já sinalizava com a possibilidade de tomar medidas drásticas em relação ao que chamou de ‘zona de conforto’ de alguns atletas dentro do clube.
O lateral-esquerdo Paulinho já estava fora dos planos e treinava de forma separada. A saída do atacante William também já era dada como certa. A impaciência da diretoria com o jogador chegou ao limite na quarta rodada, quando o Dragão perdeu para a Portuguesa. Depois desta derrota, William não jogou mais pela equipe goiana. Em 19 partidas pelo Atlético-GO, o atacante marcou apenas quatro gols. Ele tem contrato até o fim de 2014, e o Rubro-Negro tentará negociá-lo.
Adson Batista justifica dispensa de atletas (Foto: Kaiê Oliveira/Atlético-GO)
Quem também tem um longo contrato é Elias, que retornou ao Atlético-GO neste ano com vínculo até o meio de 2014. A dispensa do atleta chamou a atenção, assim como a de Fernando Bob, que foi titular em quatro dos sete jogos da equipe no Campeonato Brasileiro. Adson Batista afirmou que o clube irá cumprir com todos os compromissos firmados com os atletas, mas que as medidas tomadas foram necessárias. Confira os principais trechos da entrevista coletiva.
Motivo das dispensas
Não vamos conviver com baixa produtividade ou comodismo"
Adson Batista
- Ainda estamos no começo do campeonato e não podemos nos entregar antes da hora. Não podemos ser derrotados. Ficar na lanterna do Campeonato Brasileiro gera uma imagem muito negativa para o clube. Estamos muito abaixo do que poderíamos render. Queremos mudar as características do grupo. Não vamos conviver com baixa produtividade ou comodismo. Queremos mudar o perfil do elenco.
Procedimento com os atletas liberados
- Vamos honrar todos os nossos compromissos. O Atlético-GO é um clube equilibrado. Respeitamos estes atletas. Tenho uma consideração muito grande pelo Elias, que já foi campeão aqui, mas precisávamos mudar. Vamos ver algumas situações para negociá-los com outros clubes.
Fim dos problemas?
- Quero que fique bem claro que apesar de termos um baixo orçamento, tínhamos condições de fazer uma campanha melhor. Só que não podemos colocar a responsabilidade da má campanha apenas nestes quatro jogadores. Repito, tomamos esta medida porque era preciso mudar, mexer com o grupo, mas ainda tem muita gente que pode render muito mais. Não podemos afirmar que estes jogadores eram os únicos responsáveis pela má fase.
Corte de gastos?
- Não pensamos nisso. Primeiramente quisemos apenas mudar as características do grupo. Como eu falei, o Atlético-GO é um clube equilibrado. Não temos grandes dívidas, está tudo em dia. Foi uma decisão técnica.
Sem arrependimento
- As contratações foram muito elogiadas no início do ano. São coisas que infelizmente acontecem no futebol. Às vezes o jogador não se adapta. Nós não conseguimos nada na temporada. Nosso ano tem que ‘começar’ agora.
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