quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Base do Atlético-GO já é vista como possível solução para o clube

Como a própria diretoria do Atlético-GO admite, foi preciso ‘construir a casa de cima para baixo’. Após duas temporadas seguidas na segunda divisão do futebol goiano, em 2004 e 2005, uma nova gestão assumiu o clube, que conquistou vários títulos nos anos seguintes. O crescimento se deu não só no âmbito local, mas também no nacional. Em pouco tempo o Dragão conseguiu chegar à elite do futebol brasileiro, onde se manteve por três temporadas até o rebaixamento neste ano.

Neste período, o clube investiu pouco nas categorias de base e preferiu buscar jogadores ‘prontos’ do que formar joias dentro do próprio Atlético-GO. A justificativa era sempre a mesma: embora o investimento no departamento amador fosse importante, o resultado só apareceria a longo prazo, e o Rubro-Negro precisava de uma reação imediata. Apenas 5% do orçamento era destinado à base. Mas esta realidade pode mudar.

Luciano atlético-go gol internacional (Foto: Carlos Costa / Agência Estado)Luciano marcou um dos gols da vitória por 3 a 1 contra o Internacional (Foto: Carlos Costa / Agência Estado)

Muitas contratações foram feitas em 2012, e a maioria delas não deu certo, como Elias, William, Paulinho, Gabriel, entre outros. Em contrapartida, atletas revelados pelo clube, como Luciano e Mahatma Gandhi apareceram bem na reta final do Brasileirão. O diretor de futebol do clube, Adson Batista, já admite que a prioridade deve mudar. Segundo o dirigente, chegou o momento de investir mais na formação de jogadores.

- A base precisa melhorar muito, é um dos pontos que quero melhorar. Se eu continuar no Atlético-GO, pode ter certeza que vou tentar me aproximar do departamento amador. É uma forma de ter, inclusive, jogadores mais comprometidos com o clube. Todo mundo sabe que nós tivemos de ‘começar a casa de cima para baixo’. Não era possível começar investindo na base, porque precisávamos de resultados imediatos. Mas já é hora de mudar. Seria interessante de pudéssemos aproveitar quatro ou cinco jogadores revelados no clube a cada temporada.

Além de Luciano e Mahatma Gandhi, o Dragão revelou poucos jogadores nos últimos anos. O atacante Diogo Campos foi quem mais teve destaque. Boka, da mesma posição, teve algumas oportunidades em 2010, mas depois se desvinculou. No próximo Campeonato Goiano ele defenderá o Rio Verde. Já o ex-treinador rubro-negro, René Simões, deu chances a vários jogadores revelados no próprio Atlético-GO no início do Estadual do ano passado, quando parte do elenco principal ainda aprimorava a condição física. No entanto, nenhum destes atletas encheu os olhos da diretoria. Apesar da vontade de investir no setor, Adson Batista ainda não sabe afirmar o quanto a base do Dragão poderá ser melhorada.

- Tudo vai depender do orçamento. É difícil falar em números para qualquer setor que seja, inclusive para o profissional. Não temos condições ainda de afirmar nada. O mais importante é definir um bom planejamento o mais rápido possível para que nós consigamos honrar nossos compromissos e manter nossa credibilidade.



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