A disputa da segunda posição do Campeonato Brasileiro trouxe muita tensão para os clássicos de Belo Horizonte e Porto Alegre. Em cada uma das partidas, foram três expulsões. Os jogadores também exageraram em São Paulo. Nos dois clássicos paulistas, foram quatro vermelhos. No Engenhão, no domingo, o Fluminense reclama de três penalidades, mas só ganha uma. Assim, a rodada decisiva teve um total de dez cartões vermelhos na 38ª rodada. Confira os lances mais polêmicos dos últimos dois dias do Campeonato Brasileiro de 2012.
O segundo tempo na última partida do Olímpico foi repleto de polêmicas. Logo aos três minutos, em contra-ataque do Grêmio, o meia Elano foi lançado e tentou encobrir o goleiro Muriel. O camisa 1 do Inter, para evitar o gol tricolor, defendeu com as mãos, mesmo fora da grande área. O árbitro Heber Roberto Lopes expulsou Muriel, mostrando o vermelho diretamente. Para o comentarista do SporTV Edinho, a decisão foi correta.
- Foi muito bem o árbitro da partida. O Muriel não tinha outra opção, saiu muito atrasado do gol. Ele colocou o braço e foi expulso com razão - afirmou Edinho.
Aos 13 minutos, o Colorado ficou com nove jogadores em campo, depois de o atacante Leandro Damião acertar uma cotovelada no zagueiro Saimon. Heber Roberto Lopes novamente mostrou o vermelho. E, para o comentarista Edinho, o juiz acertou também nesta decisão.
- Claro que não foi sem intenção. O Leandro Damião já tinha se envolvido em uma confusão com o Saimon antes. Foi expulso com razão e o árbitro estava de frente para o lance - disse Edinho.
Mais uma confusão entre as duas equipes aconteceu aos 47 minutos do segundo tempo. O zagueiro Saimon, do Grêmio, e o técnico interino do Inter, Osmar Loss, trocaram agressões e foram ambos expulsos. Mais uma vez, Edinho concordou com Heber Roberto Lopes e crê que o tricolor poderia ter evitado a briga.
- O Saimon estava nervoso, sem motivo, desde que entrou em campo. Não tinha necessidade de fazer o que ele fez. Não tem problema em chutar a bola para longe. Tem outra bola pertinho, são várias. O Saimon se irritou sem razão.
Aos 36 minutos do primeiro tempo, o Atlético-MG vencia o clássico no Independência por 1 a 0 e teve a chance de ampliar, quando o atacante Jô caiu dentro da área, depois de disputa com o volante Leandro Guerreiro, do Cruzeiro. O árbitro Paulo Cesar de Oliveira marcou pênalti. E, na opinião do comentarista de arbitragem Márcio Rezende de Freitas, o juiz acertou na decisão. Mas a cobrança de Ronaldinho Gaúcho parou nas mãos do goleiro Fábio.
- Não há o que reclamar, e o Leandro Guerreiro nem reclamou - declarou o comentarista da TV Globo.
Aos 43 minutos do segundo tempo, o atacante Anselmo Ramon, da Raposa, recebeu seu segundo cartão amarelo na partida, depois de acertar um carrinho no lateral-direito Marcos Rocha, do Galo. Para o comentarista Márcio Rezende de Oliveira, o árbitro Paulo Cesar de Oliveira acertou novamente na sua decisão.
- Foi uma falta desnecessária no campo de ataque ataque, um lance para cartão amarelo. Então, como ele já tinha o cartão amarelo, foi corretamente expulso.
No clássico do Pacaembu, aos 43 minutos do primeiro tempo, quando o São Paulo vencia por 2 a 1, o Corinthians teve um gol mal anulado, na opinião do comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba. Após chute cruzado de Douglas, Jorge Henrique tocou para o fundo do gol. O lance acabou anulado por impedimento do atacante corintiano. No entanto, Gaciba acredita que a irregularidade não existiu.
- O que vale é o momento do chute do Douglas, e não o momento do toque do goleiro Dênis. Então o Jorge Henrique está em posição legal. Ainda estou em dúvida se a bola tinha ultrapassado a linha completamente antes do toque do Jorge Henrique - afirmou.
Aos 45 minutos da etapa final, após ter seu impedimento marcado, o atacante do São Paulo Willian José continuou a jogada e rolou a bola para o gol. Com isso, recebeu seu segundo amarelo e foi expulso. Para Leonardo Gaciba, o árbitro Rodrigo Braghetto acertou e o centroavante tricolor precisa mostrar maturidade.
- Foi uma bobagem. Não tem por que fazer graça depois de o jogo estar paralisado. Pode até criar uma confusão. Que sirva de ensinamento para o Willian José, para a próxima temporada.
Aos 39 minutos do segundo tempo, o atacante Marcos Júnior, do Fluminense, recebeu lançamento, invadiu a área e caiu após disputa com Douglas. O árbitro Grazianni Maciel Rocha marcou pênalti. Na cobrança, Thiago Carleto converteu e fechou o placar. A decisão foi acertada, na opinião de Arnaldo Cezar Coelho, comentarista de arbitragem da TV Globo.
- O Douglas foi no corpo do jogador do Fluminense. Empurrou e calçou o adversário. O pênalti foi bem marcado.
Antes disso, porém, o Tricolor reclamou de dois pênaltis. Aos 22 minutos da etapa final, Higor dominou na área, mas Fabrício afastou. O Tricolor pediu um toque de mão do defensor vascaíno. O segundo lance aconteceu aos 28 minutos do segundo tempo. Igor Julião invadiu a área e caiu, após tentar passar por Fabrício. Para o comentarista do SporTV Lédio Carmona, houve infração apenas no segundo lance.
- O primeiro, eu considero um lance normal. Mas o segundo foi pênalti. O árbitro estava longe da jogada e não considerou pênalti, achou que o Igor "cavou", mas foi pênalti.
Aos 45 minutos do segundo tempo, no Canindé, o zagueiro Gustavo, da Lusa, cometeu falta violenta no lateral-direito Cicinho, da Macaca. Por causa da entrada, mesmo sem ter ainda um cartão amarelo, o defensor recebeu o vermelho do árbitro Ricardo Marques Ribeiro. O comentarista do SporTV Luiz Ademar concorda com o juiz e crê que a falta pareceu uma revanche.
- Foi um cartão merecido. Parece até rixa, que ele ficou esperando o fim do jogo para acertar o adversário. O Gustavo foi só no tornozelo do Cicinho - disse.
Jogando em casa, o Peixe encerrou o Brasileirão com uma vitória de virada sobre o Alviverde. O gol da virada do time da Vila Belmiro saiu aos 22 minutos do primeiro tempo, após o árbitro Guilherme Cereta de Lima apitar pênalti do zagueiro Román em Neymar. Além disso, o juiz mostrou cartão vermelho para o defensor do Palmeiras. O próprio atacante do Santos foi para a cobrança e marcou. Para o comentarista Müller, o juiz acertou ao marcar a falta e expulsar Román.
- O Román perdeu o tempo da bola e acabou puxando a camisa do Neymar. Pênalti claro. Foi uma falta desnecessária. O Neymar estava de costas para o gol. O Román poderia ter cercado o lance e não puxado o Neymar - afirmou o comentarista.
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