Se considerar apenas o que viu nesta quarta-feira, Waldemar Lemos concluirá que terá muito trabalho pela frente no Atlético-GO. O novo treinador rubro-negro acompanhou o empate por 0 a 0 do Dragão diante do Itumbiara, no Serra Dourada, pela sexta rodada do Goianão, em um jogo que certamente entrará para o grupo das piores partidas do campeonato.
Em um campo pesado, sob uma forte chuva, com muitos erros de passe, muitos cartões, muita marcação e pouca criatividade, o time atleticano somou mais uma rodada sem vitória, obteve o quarto empate seguido, e segue em situação complicada no Goianão. Apenas 314 torcedores foram ao Serra Dourada para conferir a partida, no que foi o quarto pior público do Goianão até agora - atrás apenas dos jogos da Aparecidense contra Rio Verde e Crac, e do jogo entre Grêmio Anápolis e Rio Verde.
Com o resultado, e a vitória do Grêmio Anápolis, o Atlético-GO permanece na vice-lanterna do Goianão, com apenas quatro pontos conquistados. Caso o Crac perca para o Goiás, o time catalano ficará em último. O Itumbiara, mesmo sem convencer, segue em situação tranquila. O Tricolor da Fronteira é o quinto, com oito pontos conquistados. Waldemar Lemos terá um terá intervalo de dez dias para tentar arrumar o Dragão até a próxima partida, que será o clássico contra o Vila Nova, no dia 16, no Serra Dourada. O Itumbiara recebe o Anápolis, no JK, no dia 17.
Nada de novo
Os poucos (e bravos) torcedores que foram ao Serra Dourada na expectativa de ver um novo Atlético-GO em campo tiveram que se contentar com um primeiro tempo sofrível. Em um gramado encharcado, Dragão e Itumbiara sofreram com a falta de criatividade, a escassez de alternativas para jogadas, e pouco produziram. A previsão inicial se confirmou e o time rubro-negro foi, ou tentou ser, mais incisivo. O Itumbiara se fechou para tentar os contra-ataques.
O Dragão tentava abrir o jogo com as laterais, especialmente nos pés de Jonh Lennon, mas com pouco sucesso. Ricardo Jesus teve uma chance após falha de Rodolpho aos quatro minutos, mas não concluiu bem. O Atlético-GO se mantinha no campo de ataque e o Gigante do Vale tentava encaixar contra-ataques com Esquerdinha e Alexandre, os melhores da equipe visitante no jogo.
Campo encharcado do Serra Dourada prejudicou a partida (Foto: Cristiano Borges/O Popular)
No entanto, o time de Zé Roberto sofria com o campo pesado. A melhor chance do Tricolor no primeiro tempo foi com Douglas, aos 34 minutos, em uma finalização após um cruzamento. O jogo seguiu truncado, de muita marcação, pouca movimentação, e sem lances dignos de nota. Sem conseguir furar o bloqueio dos visitantes, o Dragão só conseguiu assustar em alguns lances de bola parada, nos pés de Robston. Em algumas investidas pelos lados do campo Wiliam Barbio também ameaçou, mas nada que assustasse o Itumbiara.
Mais 45 minutos de sofrimento
Foram necessários poucos minutos para a esperança de ver uma partida mais movimentada, ao menos com chances de gol, ser deixada de lado. O segundo tempo não mudou em nada em relação ao primeiro tempo. O Dragão tentou pressionar nos primeiros minutos com chutes de fora da área e insistindo nas bolas aéreas, mas sem sucesso. O Itumbiara seguia com sua proposta de segurar o jogo, e tentar aproveitar os espaços deixados pelos rubro-negros.
Alexandre continuava sendo a principal peça do Tricolor, mas os erros de passe e as várias poças d’água no gramado do Serra Dourada prejudicavam as duas equipes. A bola parada e os cruzamentos na área eram as únicas alternativas das duas equipes. O Dragão continuava mantendo mais a posse de bola e era insistente, mas Rodolpho, assim como Márcio, seguia como espectador na partida. A marcação de ambas as equipes levava a melhor.
Chico Santos tentou mudar a postura de sua equipe com as entradas de Wandinho e Elivélton nas vagas de Robston e Juninho, mas os dois praticamente não mudaram o panorama da partida. Com tal cenário, o Itumbiara passava a gostar cada vez mais do empate. E o Atlético-GO não esboçava qualquer sinal de reação. Aos 30 minutos, após jogada de Douglas, Rodrigo chutou forte de fora da área e assustou Márcio, mas nada que mudasse o padrão do jogo.
Pouco tempo depois Ricardo Jesus tentou de cabeça e também ameaçou Rodolpho, mas não conseguiu mudar o placar da partida, e evitar mais uma rodada de agonia para os atleticanos. Ainda sobrou tempo para o volante João Vítor levar o cartão vermelho após tomar o seu segundo cartão amarelo, nos acréscimos, mas não havia mais como o Atlético-GO tentar aproveitar a vantagem para mudar o placar.
| Márcio; Jonh Lennon, Artur, Diego Giaretta e Leonardo (Pituca); Dodó, Robston (Elivélton) e Ernandes; William Barbio, Ricardo Jesus e Juninho (Wandinho). | Rodolpho, Rafael Mineiro, Fábio Paulista, Sefrinn e Amarildo; Wilton Tutu, Rodrigo, João Vítor, Esquerdinha (Leandro) e Alexandre (Claiton); Douglas. |
| Técnico: Chico Santos (interino) | Técnico: Zé Roberto |
| Cartões Amarelos: João Vítor, Wilton Tutu, Fábio Paulista, Rodrigo Santos (Itumbiara) / Elivélton (Atlético-GO) | |
| Cartão vermelho: João Vítor (Itumbiara) | |
| Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Competição: Campeonato Goiano. Árbitro: Wílton Sampaio (Fifa). Assistentes: Fabrício Vilarinho (Fifa) e Hederson Leão. Público Pagante: 314 torcedores Renda: R$ 5.195,00 | |
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