sábado, 29 de setembro de 2012

Bida é absolvido, mas continua suspenso preventivamente pelo STJD

Bida, no julgamento do STJD (Foto: Fernando Vasconelos / Globoesporte.com)Bida acompanhou com ansiedade a votação dos
auditores (Foto: Fernando Vasconelos /
Globoesporte.com)

O meia Bida, do Atlético-GO, está perto de voltar aos gramados. O jogador estava suspenso por doping e não atua desde a partida contra o Internacional, na 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no dia 22 de julho. O atleta foi flagrado em exame realizado no dia 24 de junho, quando o Dragão recebeu o Fluminense. O resultado do exame apontou a presença do diurético 'hydrochlorothiazide (HCT)', proibido pela comissão antidoping. Julgado em primeira instância, Bida foi apenado em um ano. Nesta sexta, no tribunal pleno do STJD, o jogador foi absolvido por cinco votos a quatro.

- É uma felicidade muito grande. Estou aliviado por poder voltar a fazer o que gosto - disse Bida.

A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por meio de Paulo Schmidt, pediu a ampliação da pena para dois anos. Segundo o procurador, o diurético 'hydrochlorothiazide (HCT)', ingerido pelo jogador, ou mascararia uma substância mais grave, ou ajudaria Bida a perder peso e ser beneficiado enquanto atleta.

Paulo Schmidt alegou que seria muito cômodo responsabilizar apenas a ex-nutricionista do Atlético-GO, Fernanda Machado, e isentar clube e jogador. Em contrapartida, o advogado Osvaldo Sestário, que representou o Dragão, defendeu a absolvição de Bida, com os argumentos de que o jogador não tinha nenhum histórico de doping e que a própria nutricionista assumiu a responsabilidade pelo uso do medicamento.

O relator do processo, Paulo César Salomão Filho, não acatou o pedido da defesa apresentada pelo advogado Osvaldo Sestário. Com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, ele afirmou que o atleta ou deveria ter conhecimento da medicação ingerida, ou deveria declarar que fazia o uso da medicação. Paulo César Salomão Filho também criticou o Atlético-GO pelo fato de o clube não ter à época nenhum profissional capacitado para substituir o médico Rômulo Peixoto, falecido no mês de junho.

Um dos argumentos de defesa apresentados pelo Dragão foi que com o passamento de Rômulo Peixoto, o departamento de nutrição perdeu sua referência e, por isso, a ex-nutricionista Fernanda Machado pôde receitar o medicamento ao jogador. Após quatro votos no sentido de manter a pena de um ano de suspensão e quatro votos pela absolvição do atleta, o presidente do STJD, Flávio Sveiter, deu voto de desempate. Sveiter preferiu acompanhar os quatro auditores que votaram de maneira mais branda, ou seja, na absolvição, e desempatou em favor de Bida.



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