A resposta veio de quem está há muito tempo no clube e acompanhou de perto a ascensão do Atlético-GO nos últimos anos. Ao contrário das temporadas anteriores, quando conquistou títulos e acessos, o goleiro Márcio, que também é capitão da equipe, não tem muito o que comemorar em 2012. O clube fracassou na tentativa de ser tricampeão goiano, foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil e ocupa a lanterna da Série A.
Mas nem por isso o jogador concordará com todo tipo de crítica que for feita ao elenco. Márcio até respeita, mas não compartilha da opinião do presidente do clube, Valdivino José de Oliveira, de que o elenco atleticano possui muitos jogadores “chinelinhos”. O dirigente usa o termo para se referir às inúmeras lesões ocorridas nesta temporada.
Segundo Valdivino, alguns jogadores que estão no departamento médico ‘só querem receber no fim do mês’. Nesta quarta, após mais um treino de preparação para o duelo contra o Náutico, o goleiro Márcio falou sobre o assunto e discordou de forma veemente do presidente rubro-negro.
Márcio rebate declarações do presidente rubro-negro (Foto: Divulgação / Atlético-GO)
- Ninguém gostou desta declaração. Ninguém gosta de ser chamado de “chinelinho”. É como se o jogador não tivesse comprometimento nem com ele mesmo. Jogador de futebol não está no DM porque quer. Quem está machucado se lesionou trabalhando, jogando, lutando pelo time. Respeitamos o presidente, é a opinião dele, mas não somos obrigados a gostar e concordar com ela. É uma declaração infeliz. Quem está no departamento médico não gosta de sentir dor – desabafa Márcio.
O goleiro relembra os momentos de conquista, nos quais críticas como as de Valdivino não eram feitas ao grupo atleticano. Segundo o jogador, o clube tinha jogadores no departamento médico mesmo nos dias de vitória. Márcio acredita que a situação delicada do Dragão na temporada gera este tipo de comentário.
- Acho que ele (Valdivino) disse que os jogadores eram “chinelinhos” pelo momento do clube. Mas quando a gente subiu para a Série B também havia atletas no departamento médico. O mesmo ocorreu quando a gente subiu para a Série A e conquistou vaga na primeira competição internacional da história do clube. Quem vive a realidade do Atlético-GO sabe que não somos “chinelinhos”. Não estou machucado, mas também não gostaria de ser taxado desta maneira caso estivesse no DM.
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